Riosa está inevitavelmente ligada ao Angliru, uma das subidas mais difíceis e conhecidas do ciclismo. Mas o município começa muito antes das suas subidas mais famosas. La Vega, L’Ará e as restantes aldeias do vale distribuem-se entre rios e encostas, sob a presença constante da Serra do Aramo. É um território de estradas estreitas, declives acentuados e montanha próxima, onde o relevo faz parte da vida quotidiana e não apenas da experiência desportiva.
Subir o Angliru exige preparação e prudência. Os seus desníveis são extremos e o tempo pode mudar rapidamente, especialmente nas zonas mais altas. Viapará é um dos locais habituais para fazer uma pausa, contemplar o vale e avaliar o que ainda está por vir. Quem não pretende enfrentar a subida também encontra no Aramo percursos pedestres, caminhos de gado e trilhos a partir dos quais pode conhecer a paisagem a um outro ritmo. Riosa tem uma forte identidade ciclística, mas oferece muito mais do que uma subida famosa.
A história do município também está gravada no subsolo. As minas de Texeo conservam vestígios da extração de cobre desde tempos pré-históricos, juntamente com construções e instalações pertencentes à sua fase industrial posterior. A partir de Llamo, é possível seguir o caminho até à localidade mineira de Rioseco e ao miradouro de Texeo, de onde se compreende melhor a marca que esta atividade deixou na encosta. Para um passeio mais tranquilo, o trilho fluvial Alberto Suárez Laso percorre cerca de seis quilómetros ao longo dos rios Riosa, Code e Llamo. A montanha, o ciclismo e a mineração constituem aqui partes distintas de uma mesma história.