Desde as antigas bacias mineiras de Mieres, a subida ao Pico Polio torna-se numa das rotas que combinam esforço, paisagem e história. Um itinerário de média montanha que ascende por bosques, antigos caminhos de uso pecuário e pistas ligadas ao passado mineiro do território, onde a natureza tem vindo a recuperar pouco a pouco o espaço transformado pela atividade humana.
A rota avança de forma progressiva, alternando troços mais abertos com outros mais fechados de vegetação atlântica, enquanto se abrem vistas cada vez mais amplas sobre o vale do Caudal e os concelhos vizinhos. À medida que se ganha altitude, a paisagem muda por completo: o verde intenso do fundo do vale dá lugar às elevações e cordilheiras da Montanha Central asturiana, com referências constantes a serras emblemáticas como o Aramo.
O cume do Pico Polio (cerca dos 1.000 metros de altitude) abre-se como um miradouro natural privilegiado. Em dias limpos, a panorâmica abrange grande parte do centro das Astúrias, desde o litoral cantábrico a norte até às montanhas interiores a sul.
O principal atrativo é a transição entre o legado mineiro e o ambiente mais selvagem de média montanha. No caminho, é habitual encontrar restos de antigas pistas e estruturas ligadas a explorações abandonadas, colonizadas pela floresta, criando uma paisagem muito característica da zona central das Astúrias.
É uma rota exigente nalguns troços, mas muito gratificante pela diversidade de paisagens e por essa sensação de caminhar entre a memória mineira e a natureza mais viva da Montanha Central.