A Sierra del Aramo é um daqueles marcos que ajudam a definir o carácter da região das Montanhas Centrais das Astúrias. Com os seus perfis acidentados, pastagens de altitude, passagens de montanha e vistas panorâmicas, é uma paisagem montanhosa que parece estar ao alcance das mãos, mas que se mantém indomada. Dos vales abaixo, o Aramo serve como ponto de referência constante; das alturas, oferece uma perspectiva da interacção entre as aldeias, as estradas, as passagens de montanha e a vastidão da paisagem asturiana.
Embora muitos associem a serra ao ciclismo — graças a subidas famosas como o Angliru e o Gamoniteiru —, a Sierra del Aramo é muito mais do que uma arena desportiva. É um domínio de altitude com um clima variável, trilhos para gado e um terreno que exige respeito, mesmo quando parece estar mesmo ali. Ao subir para as partes mais altas, sente-se a atmosfera a mudar: o vale fica para trás, o horizonte expande-se e uma sensação de solidão instala-se em poucos quilómetros.
O Aramo possui uma beleza direta e despojada; não precisa de parecer acolhedor para ser cativante. O seu poder reside na combinação de aspereza, silêncio e vastidão que acompanha quem o percorre — seja a pé, de bicicleta ou simplesmente ao contemplar a paisagem a partir dos seus miradouros naturais. É uma cadeia de montanhas que deve ser conquistada passo a passo, deixando uma impressão clara: nas Montanhas Centrais, os picos estão sempre por perto, mas o terreno nunca deve ser subestimado.